Nota à imprensa - Presidente da APG/GNR com 25 dias de suspensão por defender os profissionais

13-05-2014 14:48

O Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR começa hoje a cumprir 25 dias de suspensão, com perda de vencimento e suplementos remuneratórios. Os 25 dias de suspensão são aplicados por ter sido sancionado com 10 dias de suspensão num processo e 15 dias noutro. 

A Direcção Nacional da APG/GNR considera esta situação inadmissível em democracia. Não está em causa o incumprimento de qualquer dever profissional, apenas declarações à imprensa proferidas na qualidade de Presidente da APG/GNR, em que foram denunciadas situações relacionadas com as condições de serviço dos profissionais e proferidas opiniões sobre um processo de restruturação das polícias que nunca se veio a concretizar. 

Em momento algum foi colocada em causa a imagem da Instituição e entendeu o Comandante-geral que cessou funções que, por esta via, podia silenciar quem assumiu o compromisso de dar voz e rosto à defesa dos direitos dos profissionais da GNR. 

Está em causa o direito à liberdade de expressão, dentro dos limites previstos na lei e, é intolerável que, volvidos 40 anos da revolução que trouxe a democracia a Portugal, sejam instaurados processos ao Presidente da maior associação profissional da GNR única e exclusivamente por honrar o compromisso que assumiu quando foi eleito pelos associados. 

Este é um momento histórico para o associativismo profissional da GNR, que representa um retrocesso civilizacional de mais de uma década, em que os dirigentes da APG/GNR eram punidos e perseguidos cada vez que se posicionavam em defesa daqueles que representavam. 

Mas não foi isso que determinou o fim do associativismo profissional na GNR, antes impulsionou a sua implementação e crescimento. 

A APG/GNR e o seu presidente não permitirão que estes processos persecutórios bulam com o espírito reivindicativo desta associação, que continuará a defender os profissionais da GNR com a mesma determinação e empenho de sempre, animada pela justeza das suas lutas.

Nunca como hoje foi tão importante a união, solidariedade e coragem dos homens e mulheres que constituem os corpos gerentes da APG/GNR, pois os ataques às condições de vida e de trabalho dos profissionais atingiram limites nunca antes equacionados.

É por isso que continuaremos e persistiremos, sem ceder, pelo que deixamos mensagem de confiança a todos os profissionais da GNR, que sabem que podem continuar a contar connosco!

Lisboa, 9 de Maio de 2014
A Direcção Nacional

 

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